Há pessoas que fazem projetos e pretendem realizá-los em um ano ou dois... há os que dedicam-se quatro, cinco ou seis anos em uma faculdade... há ainda pessoas que não fazem projetos. No entanto, é muito difícil encontrar alguém que invista mais de 20 anos em um projeto pessoal, ainda mais sem remuneração - ao contrário, com muitos gastos. Essa é a história de do argeliano Henri Nove-Josserand, de 56 anos. Ele cresceu em Lyon, França, e já morou em países da Europa, da Ásia, até parar na América do Sul... em Petrolina - uma cidade do sertão pernambucano.
Outra peça que chama atenção é um carro alemão de entrega de garrafas da Coca Cola dos anos 1950 - uma verdadeira relíquia para quem gosta de colecionar! "Também tem que pesquisar, tem que comparar antes de comprar uma coisa, tem que ver o material", explica Henri, que comprou alguns trens de segunda mão, e pesquisou muito na internet sobre onde e por quanto comprar algumas peças de sua maquete.
A maquete viajou por diferentes continentes e hoje é exposta no Museu do Sertão, em Petrolina-PE. Mas, por conta da diferença de clima, o arquiteto amador teve que fazer pequenos ajustes já que, os carros magnéticos, por exemplo, enferrujaram. "Tudo isso é um trabalho de paciência", complementa.
Sobre os custos da maquete, ele diz que foi gasto muito dinheiro e, muito bem humorado, exemplifica: "Se você perguntar isso pra minha esposa vai me arranjar problemas! (risos)". Ele afirma que algumas das dezenas de máquinas e locomotivas custaram desde 15 a 20 euros, até mesmo 500 euros. "O que é mais caro são os trens. A maria fumaça é uns 500 euros, seria uns mil reais, e com todas as taxas que você tem aqui no Brasil, é melhor nem calcular!".
"Quando você faz isso com paixão... Bom, você faz! Eu também tenho paixão pelas línguas, pela língua japonesa, pela Ásia...", afirma Henri.
Embaixo da maquete há um emaranhado de fios. É preciso mais de um dia somente para fazer as pistas por onde os carrinhos circulam. A todo instante há uma coisa ou outra para ajeitar. É preciso estar atento para que os trens não saiam dos trilhos, não colidam entre si nas muitas estradas ferroviárias... E, assim, Henri acompanha toda a exposição de sua maquete, que está aberta à visitação até 13 de fevereiro de 2012, oportunizando aos curiosos uma viagem acessível a paisagens distantes e ao cotidiano europeu.

E não pense que a maquete está exposta porque já está pronta. Ao contrário, o próprio Henri garante que há muito o que fazer. Ele recebe as crianças e explica minuciosamente o processo de produção de seu trabalho arquitetônico, as feições, as peculiaridades de seus bonecos... que ganham ainda mais vida ao lado das palavras de seu criador.
A visita à maquete custa R$ 5,00 ou 1kg de alimento não perecível para doação.
"Quando você faz isso com paixão... Bom, você faz! Eu também tenho paixão pelas línguas, pela língua japonesa, pela Ásia...", afirma Henri.
E não pense que a maquete está exposta porque já está pronta. Ao contrário, o próprio Henri garante que há muito o que fazer. Ele recebe as crianças e explica minuciosamente o processo de produção de seu trabalho arquitetônico, as feições, as peculiaridades de seus bonecos... que ganham ainda mais vida ao lado das palavras de seu criador.
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