Geraldo Azevedo, um dos maiores artistas nordestinos e brasileiros, cantará em Campo Maior, nesta quinta-feira (30/04). O festival de gastronomia e eco-turismo, o 1º Sabor Maior, trará o cantor como principal atração em sua programação artístico-cultural.
Geraldo Azevedo é reconhecido internacionalmente pelo seu ecletismo e versatilidade, estando entre os maiores compositores brasileiros. Sua carreira está firmada na fusão de culturas e estilos diversos e suas composições e melodias atraem fãs de muitas gerações. O artista, muito acessível e bem-humorado, me concedeu uma entrevista exclusiva na tarde desta segunda-feira (27/04).
Tamires - Você já fez muitos shows no Piauí?
Geraldo Azevedo - Já sim... Já fiz muitos shows, principalmente em Teresina. Mas mesmo com muitos shows, fui a poucas cidades. Já fui àquela cidade arqueológica linda, São Raimundo Nonato... Já fui várias vezes em Picos, várias vezes mesmo... Já me apresentei em cidades piauienses próximas a Petrolina, já fiz shows em Parnaíba...
Tamires - Qual a sua impressão do povo piauiense?
Geraldo Azevedo - Como eu sou de Petrolina, uma cidade no interior de Pernambuco, eu acho tudo muito parecido (risos). A minha cidade é quente, muito quente. Eu acho que a gente tem uma identidade muito grande, principalmente por ser vizinho. A gente tem uma cultura parecida. No Piauí, eu me sinto em casa!(risos)
Tamires - Qual a sua expectativa de cantar no Sabor Maior, em Campo Maior nesta quinta-feira?
Geraldo Azevedo - Bom... como é um lugar que nunca cantei, é uma expectativa diferente... Até o nome da cidade é lindo! Eu não conheço a cidade, mas, no Piauí, sempre as pessoas gostam muito da minha música, sabem as letras, acompanham em coro as canções... Eu adoro tocar no Piauí, vocês tem uma energia muito boa. O piauiense é um povo muito, muito musical!
Tamires - Há emoção maior em cantar em um festival nacional, ou em cantar em um festival nordestino, como o Sabor Maior?
Geraldo Azevedo - Olha, a gente canta e não mede bem isso. Eu tenho recebido um público muito carinhoso, muito atencioso... E cada lugar tem os seus prazeres, tem a sua surpresa... Pra mim, o importante é cantar e ter quem me ouça cantar... Eu não sei em relação a outras atrações, mas eu vou adorar estar lá (no festival) para mostrar a minha música.
Tamires - Você será a atração mais esperada do evento. Você pode contar um pouco do que você reserva, em termos de repertório, para a apresentação?
Geraldo Azevedo - É mesmo?! Eu não sabia (risos)... Bem, eu vou cantar os clássicos, como Dia Branco, Táxi Lunar... e algumas músicas novas do trabalho mais recente, mas principalmente as clássicas! O pessoal sempre pede as que eles sabem a letra e o ritmo... pra poder me acompanhar. O público já espera algumas músicas. Acho muito bom celebrar a vida cantando. A música é uma coisa muito marcante.
Tamires - Aproveitando que o Sabor Maior tem destaque na gastronomia, qual é a sua comida típica preferida?
Geraldo Azevedo - Agora você me pegou!(risos) Eu gosto de tanta coisa... Não dá nem pra dizer do que eu gosto mais... De cada lugar eu gosto de uma coisa. De cada região, eu tenho comidas que gosto. Eu sou um boca boa (risos)! Pra você ter uma idéia, eu gosto de comida italiana... Até de comida integral eu gosto! Já disse: sou um boca boa, mesmo!
Tamires - O seu último álbum se chama ‘O Brasil existe em mim’. A sua música primeiramente fez sucesso regional para, então, ser reconhecida nacionalmente. Você se considera um exemplo para outros artistas regionais?
Geraldo Azevedo - Procuro fazer um trabalho regional, valorizando o que é nosso. Eu acho que toco melhor do que canto. Sei que já influenciei muitas pessoas, principalmente que tocam violão... até pelo meu trabalho de resistência, persistência... Nessa nova geração, eu devo ter influenciado alguns artistas, assim como muitos artistas que vieram antes de mim me influenciaram. Espero estar representando bem a música brasileira, a regional... Espero também poder dar minha fatia de contribuição às novas gerações.
Tamires - O seu primeiro DVD será lançado no segundo semestre. Você pode adiantar alguma coisa pra gente?
Geraldo Azevedo - Olha... eu to achando que ainda vai ser lançado no fim do primeiro semestre, no último mês do semestre... Junho, né?! (risos) Mas sendo lançado em junho, deve estar chegando às lojas em julho... segundo semestre. Acho mesmo que é em junho, até porque já tenho outro trabalho gravado, pronto para lançar, sobre o rio São Francisco. Mas este vai esperar um pouquinho até ser lançado.
Tamires - Suas influências vão, desde Luiz Gonzaga até Bob Dylan, passando pela Bossa Nova, com Tom Jobim. Você acha que está nessa versatilidade o segredo do seu sucesso?
Geraldo Azevedo - Eu não sei (risos)... Realmente, eu sou bem eclético. Eu acho que ter muita informação é sempre bom. Isso traz riqueza pro trabalho. Eu escuto muito músicas de vários estilos, fico encantado com algumas músicas africanas, o ritmo deles... Talvez isso seja um passo a frente, me dê uma certa vantagem... Afinal, música é sempre uma coisa universal!
Tamires - No seu CD duplo ‘Raízes e Frutos’ (1998), no disco ‘Raízes’, foram incluídas músicas mais ligadas ao sertão. Você acha que ainda há essa tendência na música brasileira da nova geração – de valorizar o regional?
Geraldo Azevedo - Hoje, é tanta informação... que acho que já não tem tanto essa preocupação... ta difícil... Já se questiona o fim da canção, diante da música eletrônica, do funk... Modificou-se o sentido da canção com o lado romântico da gente, sabe?! A mídia grandiosa às vezes não dá importância... é muita informação, e com a internet, principalmente... Acho que caberia até ao governo estimular mais isso.
Tamires - No seu disco ‘Hoje e Amanhã’ (2000),você gravou nos Estados Unidos, com a participação de músicos norte americanos. Você poderia explicar como essa fusão de culturas é importante para você e para o seu trabalho?
Geraldo Azevedo - Não há dúvida que a troca de conhecimentos é uma coisa muito importante pra gente... de ter contato com outras culturas. Eles tocavam com o maior prazer comigo, as minhas músicas, do meu estilo... Isso foi muito gratificante e me estimulou muito... Mas não eram só músicos norte americanos, tinha um músico latino americano também, era venezuelano, se não me engano. Isso foi muito bom... A fusão de músicas americanas e brasileiras...
Tamires - Geraldo, você tem alguma mensagem final para nos deixar?
Geraldo Azevedo - Vai ser um prazer muito grande tocar em Campo Maior. Como eu nunca toquei lá, será uma nova experiência. É uma janela da cultura que se abre para mim. Será um grande prazer tocar lá, na quinta-feira.
Geraldo Azevedo é reconhecido internacionalmente pelo seu ecletismo e versatilidade, estando entre os maiores compositores brasileiros. Sua carreira está firmada na fusão de culturas e estilos diversos e suas composições e melodias atraem fãs de muitas gerações. O artista, muito acessível e bem-humorado, me concedeu uma entrevista exclusiva na tarde desta segunda-feira (27/04).
Tamires - Você já fez muitos shows no Piauí?
Geraldo Azevedo - Já sim... Já fiz muitos shows, principalmente em Teresina. Mas mesmo com muitos shows, fui a poucas cidades. Já fui àquela cidade arqueológica linda, São Raimundo Nonato... Já fui várias vezes em Picos, várias vezes mesmo... Já me apresentei em cidades piauienses próximas a Petrolina, já fiz shows em Parnaíba...
Tamires - Qual a sua impressão do povo piauiense?
Geraldo Azevedo - Como eu sou de Petrolina, uma cidade no interior de Pernambuco, eu acho tudo muito parecido (risos). A minha cidade é quente, muito quente. Eu acho que a gente tem uma identidade muito grande, principalmente por ser vizinho. A gente tem uma cultura parecida. No Piauí, eu me sinto em casa!(risos)
Tamires - Qual a sua expectativa de cantar no Sabor Maior, em Campo Maior nesta quinta-feira?
Geraldo Azevedo - Bom... como é um lugar que nunca cantei, é uma expectativa diferente... Até o nome da cidade é lindo! Eu não conheço a cidade, mas, no Piauí, sempre as pessoas gostam muito da minha música, sabem as letras, acompanham em coro as canções... Eu adoro tocar no Piauí, vocês tem uma energia muito boa. O piauiense é um povo muito, muito musical!
Tamires - Há emoção maior em cantar em um festival nacional, ou em cantar em um festival nordestino, como o Sabor Maior?
Geraldo Azevedo - Olha, a gente canta e não mede bem isso. Eu tenho recebido um público muito carinhoso, muito atencioso... E cada lugar tem os seus prazeres, tem a sua surpresa... Pra mim, o importante é cantar e ter quem me ouça cantar... Eu não sei em relação a outras atrações, mas eu vou adorar estar lá (no festival) para mostrar a minha música.
Tamires - Você será a atração mais esperada do evento. Você pode contar um pouco do que você reserva, em termos de repertório, para a apresentação?
Geraldo Azevedo - É mesmo?! Eu não sabia (risos)... Bem, eu vou cantar os clássicos, como Dia Branco, Táxi Lunar... e algumas músicas novas do trabalho mais recente, mas principalmente as clássicas! O pessoal sempre pede as que eles sabem a letra e o ritmo... pra poder me acompanhar. O público já espera algumas músicas. Acho muito bom celebrar a vida cantando. A música é uma coisa muito marcante.
Tamires - Aproveitando que o Sabor Maior tem destaque na gastronomia, qual é a sua comida típica preferida?
Geraldo Azevedo - Agora você me pegou!(risos) Eu gosto de tanta coisa... Não dá nem pra dizer do que eu gosto mais... De cada lugar eu gosto de uma coisa. De cada região, eu tenho comidas que gosto. Eu sou um boca boa (risos)! Pra você ter uma idéia, eu gosto de comida italiana... Até de comida integral eu gosto! Já disse: sou um boca boa, mesmo!
Tamires - O seu último álbum se chama ‘O Brasil existe em mim’. A sua música primeiramente fez sucesso regional para, então, ser reconhecida nacionalmente. Você se considera um exemplo para outros artistas regionais?
Geraldo Azevedo - Procuro fazer um trabalho regional, valorizando o que é nosso. Eu acho que toco melhor do que canto. Sei que já influenciei muitas pessoas, principalmente que tocam violão... até pelo meu trabalho de resistência, persistência... Nessa nova geração, eu devo ter influenciado alguns artistas, assim como muitos artistas que vieram antes de mim me influenciaram. Espero estar representando bem a música brasileira, a regional... Espero também poder dar minha fatia de contribuição às novas gerações.
Tamires - O seu primeiro DVD será lançado no segundo semestre. Você pode adiantar alguma coisa pra gente?
Geraldo Azevedo - Olha... eu to achando que ainda vai ser lançado no fim do primeiro semestre, no último mês do semestre... Junho, né?! (risos) Mas sendo lançado em junho, deve estar chegando às lojas em julho... segundo semestre. Acho mesmo que é em junho, até porque já tenho outro trabalho gravado, pronto para lançar, sobre o rio São Francisco. Mas este vai esperar um pouquinho até ser lançado.
Tamires - Suas influências vão, desde Luiz Gonzaga até Bob Dylan, passando pela Bossa Nova, com Tom Jobim. Você acha que está nessa versatilidade o segredo do seu sucesso?
Geraldo Azevedo - Eu não sei (risos)... Realmente, eu sou bem eclético. Eu acho que ter muita informação é sempre bom. Isso traz riqueza pro trabalho. Eu escuto muito músicas de vários estilos, fico encantado com algumas músicas africanas, o ritmo deles... Talvez isso seja um passo a frente, me dê uma certa vantagem... Afinal, música é sempre uma coisa universal!
Tamires - No seu CD duplo ‘Raízes e Frutos’ (1998), no disco ‘Raízes’, foram incluídas músicas mais ligadas ao sertão. Você acha que ainda há essa tendência na música brasileira da nova geração – de valorizar o regional?
Geraldo Azevedo - Hoje, é tanta informação... que acho que já não tem tanto essa preocupação... ta difícil... Já se questiona o fim da canção, diante da música eletrônica, do funk... Modificou-se o sentido da canção com o lado romântico da gente, sabe?! A mídia grandiosa às vezes não dá importância... é muita informação, e com a internet, principalmente... Acho que caberia até ao governo estimular mais isso.
Tamires - No seu disco ‘Hoje e Amanhã’ (2000),você gravou nos Estados Unidos, com a participação de músicos norte americanos. Você poderia explicar como essa fusão de culturas é importante para você e para o seu trabalho?
Geraldo Azevedo - Não há dúvida que a troca de conhecimentos é uma coisa muito importante pra gente... de ter contato com outras culturas. Eles tocavam com o maior prazer comigo, as minhas músicas, do meu estilo... Isso foi muito gratificante e me estimulou muito... Mas não eram só músicos norte americanos, tinha um músico latino americano também, era venezuelano, se não me engano. Isso foi muito bom... A fusão de músicas americanas e brasileiras...
Tamires - Geraldo, você tem alguma mensagem final para nos deixar?
Geraldo Azevedo - Vai ser um prazer muito grande tocar em Campo Maior. Como eu nunca toquei lá, será uma nova experiência. É uma janela da cultura que se abre para mim. Será um grande prazer tocar lá, na quinta-feira.
5 recados de geladeira:
Aê! Dá-le, Tamires!
Ótima entrevista.
=D
Humm,vi que é do ramo...
Viva os adestradores de foca! (termo usado na faculdade de jornalismo)
beeeeeeeeijo
Ai querida...
Sumi do seu espaço.
Agora que volto sou carregado por cultura....
Beijos verdes
Cadê você??
Viva??
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