quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A empresa que trocou as telhas da Igreja Renascer, em São Paulo, não possui registro no CREA




O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo (CREA-SP) informou ontem que a empresa responsável pela troca de telhas do teto da sede da Igreja Renascer em Cristo, em Cambuci, centro da capital, não possui registro no órgão. É necessário ressaltar que o registro é obrigatório para os profissionais e empresas que executam obras, e isso está previsto em lei. Portanto, a reforma pode ser considerada clandestina. A troca de 1660 telhas do templo não contou com a supervisão de um engenheiro, o que é exigido também pelo CREA.
A igreja alegou que desconhecia o fato de a "Etersul Coberturas e Reformas" não contar com o registro. No último trimestre de 2008, a empresa responsabilizou-se pelo serviço de troca das telhas do templo. Segundo a Renascer, a obra durou cerca de 70 dias e não abrangeu reparos na estrutura da cobertura.
Inicialmente, os dirigentes da igreja negaram a reforma no teto, restringindo a obra para apenas uma pintura na fachada. Um dia depois do desabamento, porém, eles entraram em contradição e voltaram atrás com o que tinham dito.
A Igreja Renascer anunciou a elaboração do projeto de demolição da estrutura que restou da sede da igreja, após o desabamento do teto do imóvel, no domingo. O plano para iniciar a obra será apresentado à prefeitura e, a partir daí, uma empresa contratada pela Renascer fará a demolição. "Acreditamos que até o final dessa semana esse assunto estará decidido", informou a igreja, em nota.
Como existe o risco de novos desabamentos, devido o prédio ser de origem antiga, os peritos aguardam a contratação da empresa que fará a demolição para voltar a avaliar o local do acidente. Segundo o IC (Instituto de Criminalística), até agora, três peritos estiveram no terreno no dia do desastre, que deixou 9 mortos e 124 feridos, e na segunda-feira. Oito residências e uma parte de uma loja de roupas tiveram de ser interditados, em razão da inclinação de um muro do templo.


*Baseado em reportagens publicadas na Folha Online

4 recados de geladeira:

Jean Piter disse...

Já trabalhei na administração de uma igreja aqui de BH. Assim como no serviço público, prioriza -se preço e não qualidade. Talvez seja esse o caso.

Estou com o Boechat: Isso não vai dar em nada. A justiça brasileira é rídicula e está cheia de vagabundo que ganham muito dinheiro sem trabalhar e ainda possuem o status de deus. Até hoje, dez anos depois, muitas famílias do caso Palace 2 ainda não receberam indenização. E criminalmente, ninguém foi punido, e nem será. Há uma infinidade de casos como esse no país, e nunca dão em nada.


beijos para ti Mires.

Nataliinha disse...

Dizem q não tem registro mesmo e era tudo vagal.

Mais um assunto pra encher as manchetes p. semanas.

Bjs =)

Jota Ribeiro disse...

Infelizmente eu também acho que isso só vai servir pra encher manchete mesmo...

Bom trabalho Mires, ótimo texto.

Lay disse...

Falta de fiscalização, esse é o ponto.