segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O texto perfeito

A busca pela perfeição sempre foi um dos objetivos do homem, sendo uma das motivações para o desenvolvimento de técnicas e tecnologias avançadas em todos os campos do conhecimento. O texto perfeito não pode apenas conduzir o leitor através de uma noção do acontecimento relatado, mas cabe ao texto transmitir sensações através de palavras – de forma que o leitor sinta-se no contexto relatado. Para isso, é preciso que o texto seja redigido com clareza e, além disso, que ele seduza o leitor de maneira a satisfazê-lo tanto na abordagem do tema quanto no conteúdo. O “quando” e o “quê” o texto vai informar importam menos que “como” o tema será elaborado.
Valoriza-se muito o aspecto da customização do leitor, ou seja, de fazer o leitor sentir que aquele texto foi elaborado para ele. O texto perfeito, porém, tenta conciliar essa customização à adequação do texto a todos os perfis. A abordagem da temática deve agradar à maioria e, simultaneamente, a cada indivíduo.
O texto, contudo, é produzido pelo ser humano e, conseqüentemente, será imperfeito como seu(s) autor(es). Isso se dá porque o homem coloca, consciente ou inconscientemente, sua subjetividade e suas impressões em tudo que ele faz. Logo, cada indivíduo idealizará a perfeição de maneira singular, ou seja, de acordo com sua visão de mundo e suas experiências.
Cada momento social, histórico ou cultural tem seus padrões de perfeição. A partir daí, depreende-se que, mesmo que o texto seja considerado perfeito em um contexto, ele não o será para sempre. Os valores mudam, as regras sociais mudam e, dessa forma, os conceitos de perfeição também sofrem modificações.
O texto perfeito pode ser considerado uma utopia supervalorizada. O caráter utópico se dá pelo fato de os textos serem produzidos por criaturas que não alcançam a perfeição. A supervalorização desta utopia está presente constantemente – já que todos os produtores de textos almejam uma “fórmula perfeita”, a qual é sempre exigida na sociedade –, em redações de vestibulares, em textos jornalísticos, em poesias e em livros, entre outros.

5 recados de geladeira:

Auíri Au disse...

Dialéticaaaaaaaaaa...
Faço letras....amei o texto!
E não preciso falar que está magnífico né??


Beijos

MARIUS QUIRÓZ disse...

Só uma coisa a dizer: perfeito!


Bjos

Jean Piter disse...

Como aprendiz de escritor, às vezes gostou muito do que produzi, por outras fico com aquele sentimento de que poderia ter sido melhor.
Não creio que atingirei a perfeição. Mas posso me aperfeiçoar.

beijos

Lay disse...

A construção do texto não acaba depois que o escrito termina de escrevê-lo. Um novo processo se inicia quando o leitor começa a lê-lo. Nesse momento o texto é reconstruído de acordo com o leitor.
Quando você escreve o leitor já está dentro de você. É uma viajem bem louca que, pouco a pouco, a gente vai aprendendo a fazer.

Parabéns pelo post!

Shaianna Araújo disse...

É desnecessário dizer que seu texto está ótimo. O problema é que ele me traz dolorosas lembranças...

Haha!

Adolluh-te, linda ^_^