Na manhã desta quarta-feira (01), a cultura pernambucana perdeu um de seus Patrimônios Vivos. Aos 85 anos, Ana Leopoldina Santos, mais conhecida como Ana das Carrancas, faleceu devido a uma parada cardiovascular, em um hospital particular de Petrolina, cidade onde morava. Desde 2004, quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), a artesã já estava com a saúde debilitada e não produzia mais as carrancas, pelas quais ganhou o título de Dama do Barro.
"É mais uma grande perda para a cultura de Pernambuco e do Brasil. O Governo do Estado, através da Fundarpe, pretende incentivar o trabalho deixado por Ana das Carrancas através do centro cultural montado por ela e seus filhos em Petrolina", afirmou a presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo. O velório acontece durante toda a quarta-feira na Câmara dos Vereadores de Petrolina e o sepultamento será na manhã desta quinta-feira, no Cemitério Campo das Flores, na mesma cidade.
HISTÓRIA - A artista popular mais conhecida da região do São Francisco teve, desde a infância, o barro como atrativo para suas brincadeiras. Suas peças, de caráter rústico, têm formas simples e primitivas, mas sempre com um detalhe importante: possuem os olhos vazados, em homenagem ao marido, José Vicente, que é cego, e participou ativamente de seus trabalhos. Sem nunca ter freqüentado escolas de arte, Ana também produziu objetos com traços delicados, como imagens de santos.
Por sua contribuição à cultura pernambucana, foi agraciada, em março de 2005, com a Ordem do Mérito Cultural, recebendo o título das mãos do presidente Lula e de Gilberto Gil, ministro da cultura na época, ao lado de outras 38 personalidades do mundo artístico. Neste mesmo ano, Ana também recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, conferido pelo Governo do Estado.Parte de sua produção está abrigada no Centro de Artes Ana das Carrancas, inaugurado no ano 2000, em Petrolina. O centro também conta com um memorial composto por fotos, recortes de jornal, medalhas e troféus conquistados pela artesã.
Fonte: http://www.pe.gov.br/
A arte é como uma árvore. A árvore morre, o vaso quebra, mas o Criador permanece - seja em memória, em matéria ou em espírito! O artista sempre deixa um pedaço da sua obra por aí, seja no barro ou nos corações de seus admiradores.
Homenagem à Ana das Carrancas -> A eterna "dama do barro" (in memorian)
ps.: de uma profunda admiradora do seu mais alto nível de arte: a espontaneidade popular expressa em barro do Velho Chico.
Veja o vídeo: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM890724-7823-MORRE+A+ARTESA+ANA+DAS+CARRANCAS+EM+PETROLINA,00.html
[LUTO]
4 recados de geladeira:
Não conheci Ana, mas já vi que ela vai fazer mta falta. Prometo pesquisar sobre. Sempre bom conhecer bons artistas! A arte é uma forma de 'fugir' um pouco desse mundo.
bjs, Mires!
Já parou pra pensar no será do Brasil daqui a alguns anos quando nossas referências artísticas se forem?
É uma pena que não tenham tanto valor enquanto vivos.
beijos pra ti menina
Atravesso o céu em sonhos
Três aves do mar, três raios de sol, três punhais
Seguem-me apontados à solidão
Ah este vento que sopra nos brandais
Vem partilhar comigo uma história real
Mágico beijo
Ouvi algum comentário aki em recife sobre ela...principalmente á no Antigo!
seria bom que fizessem alguma homenagem com as obras dela por aki!
;)
Perda!
Bjs
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